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Data:   19/10/2011
Título:   Rede varejista vai acordar para o MVNO no Brasil, aposta consultoria.
     
     
Resumo:
Preocupação com redes de operadoras móveis impede empresas de abrirem MVNOs
     
     
Texto Completo:

 mercado de operadoras móveis virtuais, ou MVNOs, chega tarde e a passos lentos ao Brasil. Apesar do modelo existir na Europa há dez anos, no Brasil as MVNOs foram regulamentadas apenas no final do ano passado pela Anatel, e até agora poucas empresas mostraram interesse no serviço. Apenas quatro companhias entraram com pedido de licença na agência desde dezembro. Existe também a figura do MVNO credenciado, que não precisa pedir licença, mas ainda não surgiram parcerias nesta direção.

A expectativa da consultoria PromonLogicalis, no entanto, é de que o grande mercado consumidor brasileiro deve receber bem as operadoras virtuais, que devem crescer exponencialmente nos próximos anos.”Algumas empresas querem lançar antes das concorrentes, mas muitas ainda estão esperando para ver como será o mercado”, disse o diretor de consultoria da empresa, Luis Minoru Shibata.

Em agosto, a Anatel autorizou a criação das primeiras companhias de MVNO do Brasil: Porto Seguro Telecom e Datora Telecom (da Sermatel Comércio e Serviços Telecom). Outras duas solicitações – Sisteer e Tribe – ainda estão em análise pela agência reguladora. A Porto Seguro ainda não tem previsão para o lançamento de seu serviço móvel personalizado, que utilizará a rede da TIM.

Para Minoru, uma das principais razões para o receio das empresas é a falta de confiança na rede das operadoras, mas ele espera que a nova fonte de recursos irá incentivar as grandes operadoras móveis a investir em suas redes. “Apesar de não estarem anunciando publicamente, todas as operadoras estão preparadas para firmar essas parcerias”, afirmou.

Ele também lembra que, no momento, as redes móveis no Brasil ainda são muito oneradas devido à penetração limitada da banda larga fixa. “Mas isso deve mudar com o aumento da concorrência e o crescimento da TV paga, o que também deve aumentar a capilaridade das redes de fibra ótica para atender também às torres de transmissão”, disse o executivo da PromonLogicalis.

Atendimento personalizado
A melhora no atendimento a clientes móveis é um dos principais triunfos das MVNOs, segundo Minoru. “Existe uma percepção muito negativa sobre o atendimento das operadoras, até porque nenhuma outro setor de bens de consumo tem uma base de clientes tão grande quanto as operadoras móveis”, afirmou.

Já as operadoras virtuais trabalham com um público-alvo mais específico e tem um relacionamento mais próximo ao cliente, o que permite um serviço de atendimento diferenciado. “Na maioria das vezes, as MVNOs são empresas de nicho”, lembra o consultor, para quem as redes varejistas têm um grande potencial de suprir essa demanda. “Normalmente, as varejistas já têm suas centrais de atendimento, podem oferecer um serviço mais personalizado”.

Minoru alerta, no entanto, que a oferta de serviços de telefonia móvel não deve ser visto como uma nova fonte de renda pelas empresas. “Elas não podem visar o retorno financeiro no curto prazo, os benefícios são colaterais”, disse. Além do benefício para a imagem da empresa, o serviço de operadora móvel também pode ser um canal alternativo de marketing para a companhia, gerando dados sobre hábitos de consumo dos clientes.