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| Data: | 23/09/2010 | |
| Título: | Aumento nos estoques mundiais ameaça provocar queda de ... | |
| Resumo: | ||
| Os preços da celulose de fibra curta, que se mantiveram estáveis neste mês, podem consumar em outubro a projeção de queda traçada por analistas há algumas semanas, diante do aumento maior do que o esperado nos estoques mundiais da matéria-prima. Segundo o Conselho de Produtos de Celulose e Papel (PPPC, na sigla em inglês), o volume estocado globalmente subiu para 34 dias em agosto, ante 29 dias em julho e 25 dias em junho, de volta ao nível médio histórico. Esse dado pode ser interpretado como indício de maior equilíbrio na relação entre oferta e demanda mundial, com potencial para pressionar as cotações válidas para o próximo mês. | ||
| Texto Completo: | ||
Apesar do cenário menos otimista para as cotações no curtíssimo prazo, o Brasil continua se destacando no mercado global e avançando sobre outros países produtores. Em agosto, segundo balanço da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações da fibra - praticamente toda a celulose de mercado produzida no país é vendida para outros países - somaram 707,3 mil toneladas, uma alta de 2,4% na comparação com o mesmo período de 2009. Os dados detalhados do setor, que são compilados pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), devem ser divulgados entre hoje e amanhã. No acumulado do ano até julho, conforme a entidade, o Brasil exportou 4,842 milhões de toneladas da matéria-prima, uma alta de 2,8%. Em 2009, o país manteve a quarta posição no ranking da RISI, consultoria internacional especializada no setor, entre os maiores produtores mundiais, com 13,7 milhões de toneladas, alta de 7,3% ante o volume produzido em 2008. No grupo dos 10 maiores, apenas o Brasil e Chile mostraram expansão. O fechamento de fábricas de alto custo e a transferência de operações para o Hemisfério Sul, onde as condições são mais favoráveis ao cultivo de celulose de eucalipto, explicam, em parte, a importância do país para a indústria mundial de celulose. Outra vantagem competitiva está no custo de produção da matéria-prima, o mais baixo do globo. Até 2020, a perspectiva da Bracelpa é a de que o país avance no ranking, ameaçando a vice-liderança dos chineses, com base em dados de 2009, na esteira da implementação de novas fábricas. Conforme a entidade, até aquele ano, o setor vai receber aportes de US$ 20 bilhões. |
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