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Data:   20/08/2010
Título:   Grandes redes de varejo já reforçam seus estoques para o Natal
     
     
Resumo:
As previsões de crescimento em até 7,5% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro projetou, no comércio, um clima de otimismo para as compras de final de ano. A expectativa média é de aumento em 30% no volume de vendas em relação ao Natal do ano passado. Acompanhando este movimento, as grandes redes de varejo que atuam na Bahia anteciparam seus estoques e anunciam aumento no volume e na variedade de produtos.
     
     
Texto Completo:

O comércio se apoia em dados como os divulgados no último dia 16 pela consultoria MB Associados, que estima que o crescimento real das vendas do varejo no Brasil em 2010 será de R$ 92 bilhões, considerando que o Natal representa até 20% do volume total de vendas em algumas redes de varejo, este incremento representaria R$ 18,4 bilhões circulando a mais no comércio em relação a dezembro de 2009.

“Queremos superar em quatro vezes o volume de vendas em relação ao Natal passado”, projetou a diretora comercial da rede Le Biscuit, Vanessa Morgan. Ela conta que a empresa triplicou o volume de encomendas de produtos natalinos em relação ao ano passado.

“Importamos seis contêineres de produtos em 2009, neste ano foram 18”, comentou. De acordo com ela, o mix das lojas também foi ampliado em 100 mil itens para as festas deste ano, em especial com produtos de casa e decoração.

Os brinquedos também ganham destaque nas redes, desde o final de agosto, quando começam as campanhas para o Dia das Crianças. No Grupo Pão de Açúcar, rede que controla o Hipermercado Extra em Salvador, aumentou em 30% a importação de produtos não-alimentícios para o Natal de 2010.

O aquecimento do comércio não deve, porém, refletir em alta de preços. Esta é a expectativa do diretor de negócios internacionais do Grupo Pão de Açúcar, Sandro Benelli. Ele explica que com o câmbio estável e o real valorizado a tendência seria de queda. “O que está regulando o preço dos importados é o valor do frete da Ásia para a América Latina, que voltou a patamares próximos do período pré-crise”, disse.

Benelli conta que no ano passado o custo do frete marítimo sofreu grande queda por causa da crise e que os valores retomaram a quase 80% do que era praticado em 2008.  “Por isso, não devemos esperar alta nos preços”.