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Data:   20/07/2010
Título:   Consumidor aumenta gastos com prestações
     
     
Resumo:
O comprometimento da renda das famílias brasileiras com o pagamento de dívidas, tanto de parcelas do crediário de lojas como de financiamentos com bancos, é crescente nos últimos meses, apontam pesquisas com consumidores e estudos de consultorias privadas. E, mesmo com uma parcela maior da renda empenhada com prestações, o consumidor não desiste de assumir novos empréstimos.
     
     
Texto Completo:

É que as perspectivas favoráveis para o crescimento do emprego e da renda e, especialmente, os prazos longos de pagamento dos financiamentos dão tranquilidade para ele “encaixar” mais prestações no orçamento familiar.

Estudo da Tendências Consultoria Integrada com base nos dados do crédito para pessoas físicas acompanhado pelo Banco Central (BC), exceto financiamentos imobiliários, e os rendimentos do trabalho e da Previdência, apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que, em maio, o comprometimento da renda mensal com prestações atingiu 26,3% e aumentou 0,5 ponto porcentual em relação ao mesmo mês de 2009.

Em março, o comprometimento correspondia a 25% da renda; em abril foi para 25,9%. “Nos nossos cálculos, esse indicador deve atingir 28% em dezembro deste ano”, prevê Alexandre Andrade, economista da consultoria. Se a estimativa se confirmar, será o maior nível de empenho da renda com prestações já alcançado desde o início da série, em janeiro de 2003. O recorde anterior ocorreu em novembro de 2008, quando o indicador chegou a 27,1%.

Outra pesquisa confirma que o brasileiro está com uma parcela maior da renda comprometida com o pagamento de crediário. No mês passado, as famílias paulistanas empenhavam 15% da renda só para quitar prestações do carnê. Essa fatia é quase o dobro da registrada no terceiro trimestre de 2009 (8%), aponta Pesquisa Trimestral sobre Intenção de Compra no Varejo, feita pelo Programa de Administração do Varejo da Fundação Instituto de Administraçãoe a Felisoni Consultores Associados.

A enquete revela que o resultado de junho foi a segunda maior marca em três anos. Na série da pesquisa, iniciada no primeiro trimestre de 2008, o pico do comprometimento do orçamento familiar com o crediário foi entre janeiro e março, quando essa participação foi de 16%. Em 2008 e 2009, as prestações do crediário não chegavam a comprometer 10% da renda das famílias.

“O cidadão não vê desemprego, a renda é crescente e os prazos de pagamento são muito longos. Ele fica mais propenso a assumir novos financiamentos”, afirma o diretor de Estudos e Pesquisas do Provar, Nuno Dias Fouto. Ele observa também que a forte competição entre as grandes redes de varejo, oferecendo parcelamento a perder de vista e sem juros, coloca mais combustível no crédito, achatando os encargos financeiros e alongando prazos.