Com o aumento de 0,64% em dezembro, o indicador completou cinco meses consecutivos de alta.
Os alimentos foram os principais responsáveis pela subida dos preços no varejo. Em 2012, os supermercados acumularam alta de 9,4%, as padarias de 13,7% e as feiras, 12,1%.
Os três grupos somados atingem pouco mais de 40% do IPV, por causa de sua relevância no orçamento das famílias com renda entre um e dez salários mínimos.
Nos supermercados, o grupo que teve maior impacto nos preços foi o de cereais (arroz, feijão e milho), com alta acumulada de 35,6% em 2012, seguido do de tubérculos (31,6%). Nos açougues, as aves subiram 29,1%, enquanto nas feiras, as verduras tiveram alta de 27,4%.
Entre os segmentos que tiveram quedas mais significativas dos preços, está o de telefonia, com recuo de 12,2%, seguido de produtos de imagem e som (-11,1%), eletroeletrônicos (-9,3%) e veículos (-6%).
O preço dos combustíveis e lubrificantes (que deve subir em 2012) caiu 1,6%, devido à defasagem no preço da gasolina no Brasil em relação à cotação internacional e à oferta constante de etanol ao longo do ano.
A Fecomercio-SP prevê que 2013 será um ano de menor pressão nos preços das commodities agrícolas por ausência de fenômenos climáticos como o El Niño, que normalmente afeta o desempenho das lavouras.
O setor afirma, porém, que o retorno do IPI nos automóveis, nos eletrodomésticos da linha branca (como geladeiras, fogões e máquinas de lavar) e nos móveis e decorações deve causar aumento de preços especialmente no primeiro semestre do ano. |