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Data:   19/10/2011
Título:   Farmácias ganham com conveniência
     
     
Resumo:
mercado de não- medicamentos, que vai de cosméticos às barrinhas de cereais , ganhou espaço nas farmácias desde que os medicamentos como analgésicos e antitérmicos foram para trás do balcão.
     
     
Texto Completo:

Os dados da Associação Brasileira de Redes de  Farmácias e Drogarias (Abrafarma) mostram que no primeiro semestre deste ano a comercialização de nãomedicamentos
movimentou R$ 3,46 bilhões, o que corresponde a uma participação de 30,27% no montante total das farmácias.

Segundo enquete realizada pela Associação Brasileira dos Distribuidores dos Laboratórios Nacionais (Abradilan) com seus
associados, os produtos de conveniência são a grande aposta das redes, que têm a perspectiva de ampliar suas vendas em cerca de 20% até o final do ano.

A pesquisa da Abradilan, que atualmente conta com 119 associados, teve a abrangência nacional. Segundo a associação, estes
produtos ganharam espaço nas prateleiras desde que passou a vigorar a resolução que proíbe os estabelecimentos de manter os medicamentos isentos de prescrição nas gôndolas.

No início deste mês, o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sincofarma), obteve uma permissão para que medicamentos isentos de receita voltassem a ser vendidos nas prateleiras. “A volta ao modelo anterior vai ficar a critério de cada estabelecimento, ou seja, eles podem vender medicamentos isentos de receita tanto no balcão quanto na prateleira”,
afirma Geraldo Monteiro, diretor-executivo da Abradilan.

A Drogaria Onofre foi uma das primeiras redes a retirar os medicamentos da prateleira, e teve uma redução de cerca de 15% nas vendas dos medicamentos, mas recuperou a receita em seis meses depois de treinar de seus funcionários a trabalhar o segmento no balcão. “Com o tempo, fomos explicando aos nossos clientes e recuperando as vendas. Independentemente dessa liminar, não vamos mais colocar medicamentos na gôndola, pois nos reestruturamos e demos espaço para outros produtos, como os  cosméticos”, afirma Marcos Arede, diretor comercial da rede.