A análise de crédito massificada é completamente automatizada e sem trânsito de documentos. Além de definir limites globais - que representa o valor máximo de empréstimos e financiamentos que um cliente pode tomar -, o Banco agora aprova antecipadamente um teto para linhas de crédito de longo prazo (acima de 420 dias) e de investimento. Para isso, os analistas do BB se valem de métricas baseadas no behavior (comportamento) dos clientes que permitem prever a frequência esperada de inadimplência para atribuir um nível de risco. Foram selecionadas empresas com risco A, B e C que tenham conta corrente ativa no BB há mais de um ano. O BB observou que a probabilidade de uma empresa ficar inadimplente é maior nos dois primeiros anos a partir da abertura da conta. No terceiro e quarto ano, o risco de inadimplência permanece alto, mas assume uma trajetória descendente até chegar a um nível aceitável a partir do quinto ano. Os resultados são semelhantes ao se considerar o tempo de criação da empresa, que muitas vezes coincide com a abertura da conta corrente na instituição.
"O tempo é preponderante na gestão financeira das empresas, principalmente naqueles negócios de pequeno e médio porte. Sabemos que um dia de fluxo de caixa de uma micro ou pequena empresa pode representar lucro ou prejuízo ao fim de um exercício. Com a análise de crédito automatizada, colocamos nossa mais alta tecnologia para trabalhar em favor do cliente que mais precisa", afirma Walter Malieni, diretor de Crédito do BB.
O BB é o principal parceiro desse segmento empresarial, com 1,88 milhão de clientes que têm faturamento bruto anual de até R$ 15 milhões (e de até R$ 10 milhões em caso de empresas do segmento industrial). O objetivo do BB é acelerar a aprovação das propostas e melhorar as condições de contratação.
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